domingo, 5 de setembro de 2010
Viviane Mosé
Palestra de Viviane Mosé no programa Café Filosófico CPFL gravada no dia 4 de setembro, em Campinas.
Veja!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A confusão me atormenta
E mesmo eu querendo seguir
É difícil, mas se tenta
É saudade em alguns momentos
De sentir aquela coisa do só
Não sei bem sobre esse sentimento
De fuga, de insegurança, um nó
Mas eu sei que ele muda com o tempo
Basta só esperar mais um pouco
Logo logo eu te vejo e me sento
Do teu lado e de tudo esqueço
E como um vulnerável, um louco
Já tenho certeza do que quero e penso
Só sinto, talvez por isso o temor
De que a quem dedico tanto amor
Não se exponha a mim, não se doe
E a qualquer momento dos meus braços
Vá embora, me deixe e voe!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Medicina moderna X Biomedicina e a constituição da subjetividade
por
Emanuela Fernandes
O lugar central do corpo do domínio médico possibilita uma relação do sujeito consigo mesmo. A formação de sua identidade se caracteriza por essas circunstâncias aos limites da corporeidade; que é algo datado da Modernidade. O que se tem com ela é uma realidade mutante e é com ela que se inaugura uma forma de ser subjetivo; como algo que diz respeito à individualidade corporal (antes se pensava a doença na natureza!). Agora se tem um novo campo de experiência, que é a experiência subjetiva na qual a identidade pessoal está intrinsecamente ligada ao corpo e que é entendido a partir da relação de vida e morte, de finitude. Tem-se, portanto, o corpo tornado doente, rompendo com o dualismo, engendrando uma ideia enraizada na existência corporal, nas sensações, nas vivências, etc. Daí afirmar-se que " a identidade está circunscrita aos limites corporais, não sendo possível extrapolá-los".
A contemporaneidade, a era da biomedicina demarca a oposição entre o indivíduo e o geral e o universal. Situa o indivíduo infinito, constitui o objeto dos discursos clínicos característicos da medicina anatômica. Isso indica mudança de paradigmas no que diz respeito à corporeidade, deixando de ser referido à finitude, constituindo-se assim, na matéria-prima da normalidade biológica. Isso implica a "desencarnação", como diz a autora, da subjetividade, perdendo a referência temporal e espacial. Agora temos a medicina do "devir humano".
Vendo o filme Gattaca, podemos perceber que o que se pretende é programar sequências genéticas, combinar genes, recombiná-los. Há, portanto, uma leitura genética codificada, uma biodiversidade, que vai além, buscando fazer com que a doença não se atualize, buscando extirpar do seio da sociedade a doença. Com essas práticas, a dependência entre identidade, individualidade e corpo se perdem. Para isso basta ver o que se propõe no filme Minority Report: a nova lei, em que o sujeito é invadido em sua individualidade, subjetividade em nome da Norma, da lei, já que o normal é não matar e assim evitar que se mate.
Essa programação independe do organismo!
Fortaleza, maio de 2009.
Canguilhem e o Normal e o Patológico
por
Emanuela Fernandes
Segundo Canguilhem, houve duas maneiras de se pensar o normal e o patológico, a saúde e a doença. Uma partia do princípio de que havia uma heterogeneidade entre esses conceitos, onde doença e saúde eram duas coisas separadas e independentes. Outra pensava esses conceitos como homogêneos e, portanto davam uma ideia de continuidade; agora o que se tem já não era visão qualitativa; ou se era doente ou são, onde encontraríamos oscilações para mais ou para menos. O ser doente não é um ser anormal, é um ser que vivencia uma doença, é viver uma vida diferente. Com isso ele se refere ao conceito qualitativo, estético e moral. O que se pretende é dominar a doença e isso implica em conhecer suas relações com o estado nrmal que se pode restaurar, já que se ama a vida.
Com Morgagni, temos a decomposição anatômica e isso possibilita uma relação entre normal e patológico; onde os fenômenos patológicos são nada mais que variações quantitativas para mais ou para menos e isso na tentativa de anular o patológico.
Com Comte se busca estabelecer as leis do normal e com Bernard, precisar a identidade numa interpretação quantitativa e numérica. A doença é uma experimentação instituída pela própria natureza em circunstâncias bem determinadas buscando atingir o inacessível.
O conceito de normal e patológico visado anteriormente era um julgamento de valor e não uma realidade, ou seja, doente ou não. Entre eles não há diferença entre quantidades que não podem ser traduzidas apenas em diferenças quantitativas. Não é um simples prolongamento quantitativo variado. Com isso, o objetivo é criticar o positivismo, isto é, a separação corpo/doença. Propõe o conceito de alteração que é vinculada à noção de continuidade, de homogeneidade. Apoiado em Bernard, criticou o conceito de média. Pensando dessa forma, se pergunta pelo ser da doença para poder localizar e agir.
Pensando na heterogeneidade, caímos em uma questão normativa, estabelecida; ou se é doente ou não, criando-se uma norma! Já a homogeneidade, pensada como algo contínuo vai além de quantidades, em que a média é discutida no que diz respeito a ser mediano. A discussão é: existe alguém que se encaixe na média? Está claro que ela existe, mas não deve constituir a norma, mas a norma é que deveria ser pensada a partir dela.
Fortaleza, maio de 2009.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Filme

Hoje assisti a esse lindo filme...
Linha de Passe, de Walter Salles (um dos mais importantes e aclamados cineastas brasileiros), é um filme bastante realista, sensível e, sobretudo, humano. Sua estética crua e documental, que busca captar e representar a realidade tal qual ela se apresenta aos nossos sentidos, sem acobertamentos, omissões ou falseamentos.
Temos no filme grandes questões: a 'explosão' das igrejas evangélicas no Brasil , o futebol como esperança de ascensão social, a marginalidade como modo de aquisição e a necessidade da figura de um pai.
E e nesse cenário que dá a intrigante trama da vida desses 4 garotos, que embora pareçam estar desenhadas juntas, se distanciam a cada segundo, mostrando que cada um trilha seu ccaminho de acordo com o seu desejo. E assim, cada um deles segue seu rumo... buscanso formas de se reinventar....
Espero que você queira vê-lo também... Vale a pena...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Curso Interessante

sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Museu Imagens do Inconsciente
A história do Museu do Inconsciente confunde-se com a de sua fundadora, Dra. Nise da Silveira (1905-1999), uma psiquiatra que se posicionou desde seus tempos de faculdade contra o eletrochoque, a lobotomia e outros tipos de tratamento. Estes métodos são hoje considerados desumanos pela opinião pública e pela maioria dos profissionais que trabalham com doentes mentais.
A não concordância com essas formas de tratamento, demonstrada pela Dra. Nise, desde o início de sua carreira, levou-a a criar, em 1946, o Serviço de Terapia Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II, no Engenho de Dentro, Rio de Janeiro. Sob sua orientação, os funcionários do centro psiquiátrico começaram a estimular os internos a terem contato com várias atividades artísticas. A partir deste contato, que incita a criatividade, o paciente passa a ter novas ferramentas para se expressar e refletir seu estado psíquico. Através da pintura, da escultura e outras formas de expressão o esquizofrênico pode representar seu mundo interno, suas angústias ou seu processo de cura, já que é uma característica da esquizofrenia a dissociação e desordem da linguagem.
-->Museu
segunda-feira, 11 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Psicanálise

Bibliografia
"A Família em Desordem" (2002)
"Por que a Psicanálise?" (1999)
"Dicionário de Psicanálise", com Michel Plon (1997)
"História da Psicanálise na França" (1994)
Leia mais:
* Resenha de A Família em desordem.
* Resenha de A Família em desordem.
* Entrevista ao jornal O Estado de São Paulo.
* Entrevista Elisabeth Roudinesco - Parte 1
* Entrevista Elisabeth Roudinesco - Parte 2
* Entrevista Elisabeth Roudinesco - Parte 3
* Entrevista Elisabeth Roudinesco - Parte 4



